Suporte de TI terceirizado: quanto custa e como se cobra
Não existe um preço único para "o suporte de TI". Existe a forma de cobrar, e é ela que decide quanto sai a conta no fim do mês. Em outubro de 2026, a hora avulsa de suporte fica, em geral, entre R$ 80 e R$ 400. O chamado e o contrato mensal variam tanto com o número de máquinas e com o que entra no pacote que não há uma faixa segura para dar aqui.
A faixa, com cautela
Esses valores são de suporte comum: computador, e-mail, impressora, rede do escritório. Há poucos preços públicos nesse mercado, porque quase toda empresa de TI só passa o valor depois de ver quantas máquinas você tem. Use a faixa para saber se um orçamento está no mundo real, não como tabela.
Pacote completo, com monitoramento o dia inteiro, segurança e atendimento fora do horário, custa bem mais por pessoa. É outro produto, mesmo que o nome seja parecido.
Como se cobra
- Por computador (ou por "dispositivo"): um valor por máquina, todo mês. Servidor costuma ter preço próprio, mais alto que o de uma estação de trabalho.
- Por usuário: um valor por pessoa, não importa quantos aparelhos ela usa. Faz sentido quando cada funcionário tem notebook e celular.
- Pacote de horas: você compra um número de horas por mês, e o que passar é cobrado à parte.
- Por chamado ou por hora: você paga quando chama. Não tem mensalidade, e também não tem previsão de gasto.
- Visita presencial à parte: em muitos contratos, o atendimento remoto (o técnico acessa a máquina pela internet) está incluído, e a ida ao escritório é cobrada separada.
O que sobe e o que desce o preço
| O que pesa | Como pesa |
|---|---|
| Número de máquinas | mais máquinas, mais mensalidade; o preço por máquina pode cair com volume |
| Servidor no escritório | sobe: é a peça que, se parar, para todo mundo |
| Horário estendido | atender à noite e no fim de semana custa mais |
| Presencial × remoto | quanto mais visitas, mais caro; boa parte dos chamados se resolve a distância |
| Prazo de atendimento curto | quanto menor o SLA (o prazo escrito para responder e resolver), maior o preço |
| Backup e antivírus | quando vêm no pacote, a mensalidade sobe, mas você deixa de pagar à parte |
| Licenças | sistema operacional, pacote de escritório e antivírus pago costumam ser cobrados à parte; confira na proposta |
O que vem e o que fica de fora
Um contrato comum costuma incluir o atendimento aos usuários, a manutenção das máquinas listadas, a rede do escritório e as atualizações.
Confira se está incluído ou é cobrado à parte, e deixe escrito:
- peça e equipamento novo;
- licença de programa;
- a máquina de casa do dono ou de um parente;
- problema da operadora de internet ou queda de energia (a empresa de TI diagnostica, mas não conserta o que é de outro fornecedor);
- projeto grande, como trocar o servidor ou mudar o e-mail inteiro de lugar.
A conta: técnico próprio, contrato ou chamar quando quebra
Um profissional de suporte com carteira assinada custa para a empresa mais que o salário: entram FGTS, férias e 13º e, conforme o regime tributário da empresa, a contribuição patronal ao INSS.
O técnico próprio está ali na hora, conhece a casa e não cobra visita. Em troca, ele tira férias, pode adoecer e, sozinho, não sabe de tudo. A ferramenta que ele usa (antivírus corporativo, sistema de chamados, backup) entra na conta à parte.
Chamar quando quebra parece barato. Funciona para quem tem duas ou três máquinas e quase nunca precisa de ajuda. Cinco chamados num mês ruim, porém, já pesam na conta, e ninguém cuidou do backup no meio do caminho.
Nossa leitura: até alguns poucos computadores, o avulso dá conta. Com a equipe crescendo e com servidor no escritório, o contrato tende a sair mais barato e mais previsível. Técnico próprio começa a compensar quando o volume de chamados ocupa alguém o dia inteiro. Antes de decidir, peça ao seu contador o custo real de um funcionário na sua empresa.
Preço baixo demais: o que desconfiar
Desconfie da mensalidade muito abaixo das outras propostas sem nenhuma linha dizendo o que está incluído. Em geral, o que falta aparece depois: visita cobrada à parte, hora extra em todo chamado, backup que ninguém confere. Outro sinal ruim é a oferta de instalar programa sem licença para "economizar".
O que exigir no contrato
- SLA escrito: em quanto tempo respondem e em quanto tempo resolvem, separando remoto e presencial.
- Inventário: a lista das máquinas cobertas, com o que tem em cada uma.
- Senhas: quem guarda as senhas do servidor, do roteador e das contas de e-mail, e como elas voltam para você no fim do contrato.
- Backup: quem faz, quem confere e de quem é a responsabilidade se falhar.
- Dados pessoais: pela LGPD (Lei 13.709/2018), quando a empresa de TI trata os dados dos seus clientes e funcionários em seu nome (é o que a lei chama de operador), ela deve seguir as suas instruções e manter medidas de segurança. O contrato pode dizer o que acontece com esses dados quando a parceria acaba. Para o seu caso, confirme com o seu advogado.
- O que é extra: valor da hora fora do pacote, da visita e do atendimento fora do horário.
- Saída: aviso prévio, multa e o prazo para entregar tudo (senhas, documentação da rede, backups) ao próximo fornecedor.
Nosso conselho para a primeira contratação: antes de comparar preços, faça a lista das suas máquinas e do que mais dá problema. Com ela na mão, peça que cada proposta diga, linha por linha, o que cobre. Só assim duas mensalidades ficam comparáveis.
Setor de tecnologia